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Epilepsia: vida sem crise - Parte 2

Após o diagnóstico

  • Comunicar parentes e amigos sobre a doença, para que eles possam estar preparados e prontos para ajudar em caso de crises;
  • No meio acadêmico, conscientizar dire- tores, professores e colegas mais próximos, para que saibam como agir durante e após uma crise;
  • Providenciar uma identificação de pessoa com epilepsia, contendo informações como: diagnóstico, medicamentos de urgência, contato e nome e telefone do médico que acompanha o tratamento;
  • Conversar com o médico sobre a prática de atividade física. Ele poderá orientar sobre a modalidade mais indicada ao paciente;
  • Na academia, conversar com o instrutor sobre a epilepsia, para deixá-lo bem informado sobre o que fazer em caso de crise;
  • Informar-se sobre a Diretriz Nacional para Direção de Veículos Automotores por Pessoas com Epilepsia.
     

O tratamento da epilepsia

O correto diagnóstico do tipo de crise epiléptica e da causa da epilepsia, bem como as características do paciente são fatores importantes para a definição do tratamento. O tratamento das crises epilépticas e das epilepsias é geralmente feito com medicamentos antiepilépticos. Algumas formas de epilepsia podem exigir tratamento cirúrgico ou, mais raramente, com dietas especiais ou estimuladores do sistema nervoso. Mas, via de regra, o uso de medicações é a primeira conduta recomendada.

A epilepsia, muitas vezes, requer ainda tratamento multidisciplinar, incluindo, além do acompanhamento com neurologista, seguimento com psiquiatra, psicólogo, geneticista, neurocirurgião, nutricionista, fonoaudiólogo, assistente social, fi e, eventualmente, outros profi como endocrinologista, gineco- logista e cardiologista.

Tratamento incorreto, complicação certa

A adesão ao tratamento é a atitude mais importante para o paciente com epilepsia. Isso porque, quando se interrompe o processo, a pessoa vulnerável a diversas complicações. As mais frequentes são:

  • As recidivas, que podem levar a acidentes e fobias (medo de que a crise possa ocorrer a qualquer momento, causando isolamento social);
  • Problemas no trabalho;
  • Restrições para autonomia no trânsito ou na circulação pela cidade;
  • Crises mais longas, que levam à internação hospitalar e podem ocasionar sequelas cognitivas;
  • Alterações de comportamento (depressão, ansiedade);
  • Risco de efeitos adversos medicamentosos (sonolência, redução da con- centração, dificuldade de equilíbrio, mudança do humor, agitação e distúr- bios hematológicos) e de novas crises, em virtude da descontinuidade do tratamento.

Durante o tratamento

  • Estabelecer um horário para administração do medicamento, evitando o esquecimento de uma dose;
  • Não reduzir ou fracionar a dose do remédio prescrito pelo médico por conta própria. O sucesso do tratamento depende do uso contínuo da dose adequada para cada caso;
  • Evitar os fatores desencadeantes das crises;
  • Ter a medicação sempre disponível. Isso é fundamental para a segurança física e emocional da pessoa com epilepsia.

Durante uma crise

Oriente seus familiares e colegas de convívio diário sobre esses procedimen- tos essenciais para socorrê-lo. Durante uma crise, a pessoa deve permanecer, de preferência, deitada de lado. Sua cabeça deve ser protegida, afastando os objetos mais próximos. Dessa maneira, evitam-se machucados e facilita-se a saída de secreções pela boca.

Destaque: Nada deve ser introduzido na boca do paciente para impedir que sua língua se enrole. Esse procedimento não é recomendado.

Após uma crise

As crises epilépticas geralmente são autolimitadas e duram entre poucos segundos e, no máximo, três minutos. Nesses casos, o ideal é que a pessoa descanse após a crise.

Em caso de crise prolongada, com duração de mais de cinco minutos, deve- se contatar o médico que acompanha o paciente e solicitar ou buscar atendimento de emergência, para condutas mais adequadas.

O papel do cuidador no tratamento da epilepsia

A pessoa com epilepsia deve ser cuidadosa com o uso da medicação, não se esquecendo ou per- dendo os comprimidos. Deve ainda se preocupar com o aspecto emocional, evitando danos psicossociais secundários.

A prática de exercícios físicos e as consultas periódicas com o especialista são algumas das atitudes que devem fazer parte da rotina de toda pessoa com epilepsia.

Quando, por qualquer motivo, as pessoas com epilepsia não possuem independência para realizar suas atividades diárias, o cuidador torna-se peça fundamental para o sucesso do tratamento. É dele a obrigação de promover a autonomia, a adesão ao tratamento, o bem-estar e a autoestima, evitando a superproteção e o preconceito. Além disso, deve sempre buscar a criação de um ambiente amistoso, fornecendo informações a respeito da doença e do tratamento às pessoas próximas e do convívio cotidiano.

Referências:

Supervisão Técnica
Dra. Maria Luiza Giraldes de Manreza - CRM 17097-SP
Doutora em Neurologia; supervisora da disciplina de Neurologia
Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (FMUSP)

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